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12/12/2013
Dança de Salão
 
A História da dança de salão e seus ritmos variados
 
Dança de salão refere-se a diversos tipos de danças a dois, executadas por um casal de dançarinosdançando juntos. As danças de salão são praticadas socialmente, como forma de entretenimento, e competitivamente, como Desporto. São designadas, de modo amplo, como danças de salão qualquer modalidade de dança social a dois. No Brasil, algumas danças de salão são muito populares, entre elas: o forró, o samba de gafieira, o soltinho, o bolero, o tango, o zouk, a lambada, a salsa. Algumas danças de salão foram criadas no Brasil, como, por exemplo: o forró, o samba de gafieira, o maxixe, entre outras.
A dança de salão tem origem nos bailes das cortes reais europeias, tomando forma na corte do Rei Luís XIV, na França. É possível que o abraço lateral venha do fato de que, na época, os soldados carregavam a espada no lado esquerdo, como é mostrado nas imagens de Il Ballarino, de Fabrittio Caroso. Também era evidente a postura clássica, ereta e com o torso fixo, como no balé, que tem a mesma origem.
A dança de casal foi levada pelos colonizadores para as diversas regiões das Américas, onde deu origem às muitas variedades, à medida que se mesclava às formas populares locais: tango na Argentina, maxixe, que deu origem ao samba de gafieira, no Brasil, a habanera, que deu origem a diversos ritmos cubanos, como a salsa, o bolero, a rumba etc.
Nos Estados Unidos, o swing surgiu de grupos negros dançando ao som de jazz no início dos anos vinte. As primeiras danças criadas foram o charleston e o lindy hop. Essas deram origem a vários outros tipos de danças americanas, como o jitterbug, obalboa, o west coast swing e o east coast swing. Existe uma versão brasileira semelhante ao swing chamada soltinho.
No Brasil, sete ritmos são os mais praticados, tanto nos bailes quanto nas escolas especializadas, sendo eles: bolero, soltinho, samba, forró, lambada/zouk, salsa e tango.
ZOUK: Hoje em dia dançamos um estilo sensual de música que nos acostumamos a chamar de zouk e aprendemos que ele é um “parente” da lambada, ou como já ouvi muitas vezes, o chamamos de lambada francesa. Porém zouk e lambada tem uma história que é interessante conhecer, principalmente para os apaixonados por estes ritmos.
O zouk é um movimento musical que nasceu nas ilhas caribenhas de colonização francesa, e é um termo da língua creole (mistura do francês com línguas africanas) que significa festa. Porém, nos seus lugares de origem existe uma forma de se dançar o ritmo zouk que não é a mesma que se dança por aqui. No Brasil aproveitamos esse novo estilo musical para por em prática nossa velha conhecida lambada, que, como música, entrou em decadência há alguns anos, porém nunca morreu como estilo de dança. Prova disso é a adequação dos passos desta modalidade às musicas ciganas do Gipsy Kings.
Dançamos o zouk como se dançava lambada, só que de forma mais lenta e sensual, mas os passos e movimentos são basicamente os mesmos. É claro que como qualquer dança, os passos estão em constante evolução, sofrendo influências de outros ritmos, o que traz algumas diferenças entre a lambada-zouk de hoje e a lambada de antes, além do que o andamento mais lento do zouk proporciona outras modificações e novos movimentos.
Zouk – que significa festa – é uma dança praticada no Caribe (passada), mais frequentemente nas ilhas de Guadalupe, Martinica e San Francisco. Assim como o merengue, o zouk é dançado trocando-se o peso basicamente na cabeça dos tempos musicais (o que muitos professores de dança chamam simplesmente de tempo).
No Brasil, utiliza-se o ritmo Zouk para dançar uma dança 100% brasileira. Ela é oriunda da lambada, porém, com movimentos mais adaptados ao andamento da música. A lambada era muito rápida e frenética, praticamente impossibilitando muitos passos que existem hoje.
A dança zouk tem hoje vários estilos entre eles o Tradicional, o Zouk Flow, o Soulzouk, o Neozouk e o Revolution. É preciso ter muito cuidado para não confundir a música com a dança. A dança zouk pode ser dançada com diversos ritmos: kizomba, cabolove, Hip hop, R&B Contemporâneo, Reggaeton, dancehall e Raggajam.
Os principais pólos do zouk ,além de Brasília são: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba, Norte do Paraná, Amsterdã, Barcelona, Palma de Mallorca, Brisbane, Sidney, Zurique. Há também um público crescente no sul do Brasil, em especial na capital do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, onde já existem muitas academias que ministram aulas do ritmo e onde também já existem locais para dançar ao som do Zouk.
A lambada (tradicional, dos anos 80) no estilo de Porto Seguro resiste em locais como São Paulo, Porto Seguro, Arraial D´Ajuda, Londres, Buenos Aires. Por sua vez, lambada tem uma fortíssima influência do cubano merengue.
A dança zouk do Caribe (passada) está em muitos lugares como França, Inglaterra, São Tomé e Príncipe.
A dança Kizomba, parecida com a dança zouk é febre em Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique, Portugal. Mas estas, nada tem a ver com o zouk dançado no Brasil.
O Zouk também foi uma influência muito forte em outros estilos como o Ragga jamaicano, o Kuduru angolano, o Funaná de Cabo-Verde, etc.
VALSA: Segundo a história da valsa, esta nasceu em regiões campestres da Alemanha e Áustria e inicialmente só quem a praticava eram os camponeses simples destas regiões e rapidamente entrou como um verdadeiro furacão nos salões de baile da alta sociedade vienense onde, música e dança foi aceita de imediato sendo que somente a partir do século XVIII é que passou a ser aceita pelas pessoas das cortes da Europa quando começou a ser considerada como uma dança de salão elegante e aristocrática, porém não sem bastante resistência no início.
Embora sendo conhecida desde o século XV só se expandiu após três séculos, pois como era uma dança que exigia a aproximação dos envolvidos e era considerada imoral ou imprópria por muitas pessoas mais moralistas da época. Segundo consta, a resistência à valsa, dança de salão, não foi suficiente para quebrar o encanto dos pares de namorados que encontrou na valsa uma maneira sutil de se aproximarem um pouco mais sem encontrar grandes resistências dos pais observadores.
Como dança de salão, a valsa fez também grande sucesso na França para onde seguiu e aonde chegaram a existir em torno de 700 salões de dança, tendo daí seguido para Espanha e Portugal onde muitas pessoas se submeteram às aulas de dança para aprenderem a novidade e, por sua vez ao embarcarem para o Brasil em 1808 trouxeram para cá a nova dança na bagagem com sua corte, tendo assim percorrido o mundo chegando então a Boston em torno de 1834 onde foi apresentada pela primeira vez aos americanos que não receberam muito bem a valsa como dança de salão, pois ao contrário das danças existentes até então esta permitia uma maior proximidade. Mulher bonita e jovem tinha de ser muito preservada e as danças da época mantinham os pares bastante afastados com os braços esticados e as mãos eram então apoiadas nos ombros mantendo uma distancia constante entre os pares. Em meados do século XIX a valsa estava com toda a força, plenamente na moda, servindo de base quando da criação de outras danças.
Atualmente a valsa, dança de salão é lembrada em festas de 15 anos, pois faz parte do sonho de menina dançar a valsa nessa ocasião, nas festas de casamento também temos a oportunidade de ver os noivos executar uma valsa.
TANGO: O Tango nasceu nos fins do século XIX derivado das misturas entre as formas musicais dos imigrantes italianos e espanhóis, dos crioulos descendentes dos conquistadores espanhóis que já habitavam os pampas e de um tipo de batuque dos negros chamado “Candombe”. Há indícios de influência da “Habanera” cubana e do “Tango Andaluz”. O Tango nasceu como expressão folclórica das populações pobres, oriundas de todas aquelas origens,que se misturavam nos subúrbios da crescente Buenos Aires.
Numa fase inicial era puramente dançante. O povo se encarregava de improvisar letras picantes e bem humoradas para as músicas mais conhecidas, mas não eram, por assim dizer, letras oficiais, feitas especificamente para as músicas nem associadas definitivamente a elas.
Em público, dançavam homens com homens. Naqueles tempos era considerada obscena a dança entre homens e mulheres abraçados, sendo este um dos aspectos do tango que o manteve circunscrito aos bordéis, onde os homens utilizavam os passos que praticavam e criavam entre si nas horas de lazer mais familiar. Mais tarde, o tango se tornou uma dança tipicamente praticada nos bordéis, principalmente depois que a industrialização transformou as áreas dos subúrbios em fábricas transferindo a miséria e os bordéis para o centro da cidade. Nessa fase haviam letras com temática voltada para esses ambientes. São letras francamente obscenas e violentas.
Por volta de 1910 o Tango foi levado para Paris. Existem várias versões de como isso aconteceu. A sociedade parisiense da época em que as artes viviam o modernismo ansiava por novidades e exotismos. O tango virou uma febre em Paris e, como Paris era o carro chefe cultural de todo o mundo civilizado, logo o tango se espalhou pelo resto do mundo. A parcela moralista da sociedade condenava o tango, assim como já havia se colocado contra a valsa antes, por o considerar uma dança imoral. A própria alta sociedade Argentina desprezava o tango, que só passou a ser aceito nos salões de alta classe pela influência indireta de Paris.
Em 1917 começaram a surgir variantes formais do Tango. Uma delas, influenciada pela romança francesa, deu origem ao chamado Tango-canção. Tangos feitos para musicar uma letra. A letra passa a ser parte essencial do tango e consequentemente, surgem os cantores de tango. O tango já não é feito exclusivamente para dançar. É considerado o primeiro – ou pelo menos mais marcante nessa transição – Tango-canção o “Mi Noche Triste” com uma letra que Pascoal Contursi compôs, em 1917, sobre uma música mais antiga chamada “Lita”.
Nos cabarés de luxo da década de 1920, o tango sofreu importantes modificações. Os executantes não eram mais os pequenos grupos que atuavam nos bordéis, mas músicos profissionais que trouxeram o uso do piano e mais qualidade técnica e melódica.
Carlos Gardel já era um estrondoso sucesso em 1928. Sucesso que durou até 1935, quando faleceu vítima de um acidente de avião quando estava em pleno auge. Gardel cantava o tango em Paris, Nova York e muitas outras capitais do mundo, sempre atraindo multidões, principalmente quando se apresentava na América latina. Eram multidões dignas de Elvis Presley e Beatles. Também foi responsável pela popularização do tango estrelando filmes musicais de tango produzidos em Hollywood.
A década de 1940 é considerada uma das mais felizes e produtivas do tango. Os profissionais que haviam começado nas orquestras dos cabarés de luxo da década de 1920 estavam no auge de seu potencial. Nessa época as letras do tango passaram a ser mais líricas e sentimentais. A antiga temática dos bordéis e cabarés, de violência e obscenidades, era uma mera reminiscência. A fórmula ultra-romântica passa a caracterizar as letras: a chuva, a garoa, o céu, a tristeza do grande amor perdido. Muitos letristas eram poetas de renome e com sólida formação cultural.
A década de 1950 conta com a atuação revolucionária de Astor Piazzolla. Piazzolla rompe com o tradicional trazendo para complementar os recursos clássicos do tango influências de Bach e Stravinsky por um lado, e por outro lado do Cool Jazz.
Nessa época o tango passa a ser executado com alto grau de profissionalismo musical, mas no universo popular a década de 1950 vê a invasão do Rock’Roll americano e as danças de salão passam a ser prática apenas de grupos de amantes. Na década de 1960, uma lei de proteção à música nacional Argentina já está revogada, e o tango que era ouvido diariamente nas rádios vai sendo substituído por outros ritmos estrangeiros, enquanto as gravadoras já não se interessam mais pelo tango. Com o desinteresse comercial das gravadoras, poucos grandes tangos foram compostos.
Hoje a crítica Argentina detecta um retorno do tango, cada vez mais frequente em peças teatrais e cinematográficas. Em 1983 se apresentou em Paris uma inovação relativa ao espetaculosa planejado para o exterior: os casais de profissionais que integravam o elenco provinham da “milonga porteña”. Era quebrada a imagem de bailarino acrobático.
SAMBA DE GAFIEIRA: Existem muitas opiniões diferentes entre pesquisadores sobre a origem do samba, porém a maioria concorda que as raízes vêm da mistura de influências africana e europeia. Concordam, também, que a denominação genérica de batuque era dada para a dança e o ritmo com que os africanos mostravam a sua cultura. O batuque foi o principal tronco da manifestação musical popular no Brasil e dele surgiram diversos ramos e tendências que se espalharam por todo o território nacional (tanto em áreas urbanas quanto rurais) sob diversos nomes, ganharam estilos próprios e instrumentos de sons diferentes.
É importante salientar que o batuque era uma dança de roda, não se caracterizando ainda como dança de salão.
Os Registros Oficiais do Samba
- Origem da palavra samba => semba => umbigada (dialeto luanda)
Os primeiros registros da palavra apareceram no nordeste em um texto impresso no começo do século XIX por um padre chamado Lopes Gama.
- A primeira música
Oficialmente foi em 1917 com a gravação de Pelo Telefone da dupla Donga/Mauro de Almeida. Alguns analisam que essa música possui características fortes que lembram muito o ritmo maxixe e, que portanto, não é samba. Há outras versões que dizem existir outras gravações de samba que datam entre 1912 e 1914.
- Algumas ramificações do samba
a) Samba como tipo de dança: samba de gafieira, samba no pé (samba de carnaval), samba rock, pagode…
b) Samba como tipo de música: samba de breque, samba canção, samba enredo, bossa nova, partido alto, samba reggae, samba funk…
Como foi surgindo o Samba:
Nos séculos XVII e XVIII dois tipos de ritmos de influência estrangeira se firmam como sustentáculos da música brasileira: o lundu, de origem africana com base no batuque e a modinha de origem portuguesa.
Para alguns o lundu é o precursor do maxixe – um dos primeiros ritmos da dança de salão brasileira. Outros acham que a polca (dança de salão da Boêmia que tornou-se mania no Rio de Janeiro no século XIX) e a habanera (dança cubana) exerceram grande influência para a formação do maxixe. Nessa época, também surgia o choro, gênero de interpretação musical carioca.
O maxixe era dançado em gafieiras e cabarés e não era bem visto pela sociedade, pois não atendia à moral e aos bons costumes da época. Nesses recintos os homens de status buscavam diversão com mulheres de classes inferiores ou meretrizes. Era uma dança coreograficamente difícil de ser bem dançada, exigindo dos dançarinos um bom preparo físico. Por causa dos seus requebros, dava aos estrangeiros a impressão de sensualidade.
Na década de 30 desse século, o maxixe foi transformando-se ou cedendo lugar para um novo estilo de dança: o samba. É válido lembrar que o samba como ritmo expresso através de instrumentos musicais, surgiu antes da dança e pode ter firmado as suas características principais com a evolução da indústria fonográfica.
Nessa época o ambiente da música popular brasileira era um aglomerado de influências. O Rio de Janeiro, sendo a capital do Brasil, era a cidade que ditava a moda no país. Recebia muitos migrantes baianos, que tiveram participação importante na formação do que futuramente chamaríamos de samba de carnaval. Nos casarões em que algumas tias baianas moravam eram dadas festas que chegavam a durar uma semana, onde comiam-se pratos típicos, tocava-se e dançava-se choro (na sala da frente) e samba (no quintal), pois este era mal visto pela polícia.
O samba de gafieira firmou-se na década de 40 no Rio de Janeiro como dança de salão, mas continua evoluindo até hoje, absorvendo influências das mais diversas danças. Aos salões paulistanos, o samba de gafieira começou a ser introduzido na década de 90. Um fenômeno interessante é que apesar do samba de gafieira estar cada vez mais sendo dançado em São Paulo, o público é exclusivamente de pessoas ligadas à dança de salão, diferentemente das febres que agitaram a cidade, como o pagode e o forró, que ficaram populares entre outras tribos – adolescentes e frequentadores de danceterias convencionais.
Foi possivelmente na década de 80 que o samba de gafieira começou a perder a sua forma original de se dançar, pois nota-se a inclusão de diversos passos de tango a partir daí, como as sacadas batizadas de pernadas no samba.
Sabe-se, ainda, que na década de 30 a presença de argentinos – que dançam tango – era marcante nos portos do Rio de Janeiro, agora o quanto isso foi influenciar na formação do samba de gafieira, não saberíamos explicar.
Conclui-se que a dança de salão é uma manifestação popular, portanto as alterações ou transformações vão ocorrendo naturalmente nos salões de baile, conforme a região e a época.
SAMBA FUNKEADO: O ritmo atualmente conhecido como “Samba Funkeado” é  um novo estilo, mais elaborado e ousado de Samba de Gafieira. Foi criado pelo professor e coreógrafo “Jimmy de Oliveira” do Rio de Janeiro.
Mesmo o samba de gafieira tradicional não tem uma unidade padrão, e com isso a dança evoluiu de diferentes formas no decorrer do tempo.
O samba tradicional, tem duas linhas: uma mais clássica – com postura, mais “fino” (Jaime Aroxa) e outro mais popular, mais corporal (João Carlos Ramos). E atualmente populariza-se mais um novo jeito de dançar o samba, o Samba “Estilo Jimmy” – Ou Samba Funkeado.
O estilo se difere do tradicional e antigo samba por trazer toda uma inovação de esquema corporal, didática, musicalidade, contagem, música, movimentações e dinâmica. Claro que não podemos esquecer do tradicional e ressaltar que hoje só existe o estilo funkeado porque um dia o próprio criador teve contato “intenso” com o estilo tradicional.
Como tudo em todo processo criativo evolui, Jimmy “transcreveu” e fez uma nova “releitura” do samba já dançado, “estilizou” alguns movimentos que já existiam e criou outras movimentações expressadas a partir da sua habilidade musical e sentimental, determinando assim um novo conceito.
Com a influência do Hip Hop, do Jazz e outras variantes musicais, ele desenvolveu uma nova “forma de expressão”, em que as linhas corporais fogem totalmente do convencional, o esquema corporal desenvolvido busca não somente estética, linha e fluidez, vai muito além disso, o novo estilo busca sentimento, interpretação, “a procura da batida perfeita”, o encaixe corporal (dissociação de cinturas, encaixe do quadril), o “abraço”, a importância de dançar junto.
Este samba mudou drásticamente as posições-base do samba tradicional, trabalha-se linhas, diagonais, explora-se a música em todas as suas variantes (batida forte, fraca, pausa, contratempo, melodia, voz, instrumentação) e sua execução é tão abrangente que possibilita a transformação de uma comunicação corporal real em virtual ou vice-versa.
Tecnicamente o que se executa dentro deste estilo são: contrações, torções, encaixe e desencaixe, dissociação de cinturas, flexões, extensões e musicalidade. Não são todas as pessoas que conseguem executar as movimentações que o estilo exige e isso se dá pela limitação fisíco-anatômica de cada um (envergadura, amplitude de movimento, biomecânica do movimento e coordenação), além é claro, daqueles que não possuem o “feeling”, o dom de sentir a música em sua totalidade.
O Samba Funkeado se populariza a cada dia e chega ao ponto até mesmo de acrescentar algumas movimentações ao samba tradicional, fazendo o movimento oposto.
As músicas para dançar samba funkeado variam, mais podemos destacar alguns samba rocks e (principalmente) músicas que mesclam o samba com batidas eletrônicas de hip hop, rap e funk americano.
SAMBA ROCK: Como falta literatura específica sobre o assunto, a fonte mais fascinante sobre a história do Samba Rock são os depoimentos de quem viveu e vive dentro do ritmo, como os Djs e produtores dos bailes que mantiveram a música e a dança sempre vivas.
Muitos defendem a seguinte definição: samba-rock é um estilo de se dançar. Essa definição explica muito bem o balaio de músicas de características muito diferentes, que são apropriadas no baile como samba-rock. Dança-se praticamente da mesma forma o balanço “Rational Culture“, do Tim Maia, como os partidos do Grupo Favela ou Aniceto do Império, ou então hits de Rita Pavone, ou então um swing da orquestra de Perez Prado.
No final dos anos 50, os mais pobres ficavam de fora dos bailes das grandes orquestras. Criaram-se os Bailes com música mecânica, onde surgiram os primeiros DJs. Nestes bailes “democráticos” desenvolveu-se um estilo de dançar baseado nos rodopios do twist americano, mas este estilo de dança passou a ser utilizado para se dançar o swing, o R&B e outros estilos.
A começo e meio da década de 60 são marcados pela coexistência do “samba” pós bossa nova, configurado pelo samba-jazz, o fino da bossa, a bossa americanizada de Sergio Mendes, e da jovem guarda de Roberto e Erasmo Carlos. No meio desse caldo surge o mulato Jorge Ben, com um samba meio misturado, uma levada diferente de violão. O próprio Jorge chegou a denominar samba com maracatu…na verdade, era um samba misturado com rock. Dos primeiros discos com arranjos samba-jazz de Meirelles e Luis Eça, chega ao namoro com a Jovem Guarda no disco “O Bidu”, e nos discos “Jorge Ben – 1969″ e “Força Bruta – 1970″, acompanhado pelo Trio Mocotó, seu violão encontra a levada de percussão que mais caracteriza o que iriam chamar de samba-rock: A cuíca, o pandeiro e a timba na levada do samba, mas acentuando rockeiramente o “dois e o quatro”.
O nome “samba-rock” foi dito pela primeira vez por Jackson do Pandeiro, na música Chiclete com Banana, de Gordurinha. Jorge Ben nunca o empregou, mas o Trio Mocotó utiliza o termo até hoje, com muito orgulho. O tremendão Erasmo Carlos também contribuiu para o estilo, marcando presença com os clássicos “Mané João” e “Coqueiro Verde”, imortalizada para sempre como samba-rock pelo Trio Mocotó.
O samba-rock passou a década de 80 e 90 praticamente fora da mídia. Tivemos sim, o estrondo de Tim Maia “Só Quero Amar” e de Jorge Benjor “W Brasil”, mas uma febre de vendas mais ligada aos dois artistas do que a um estilo ou movimento. Mas, o samba-rock nunca desapareceu e esteve sempre firme e forte nos bailes black e bailes “nostalgia”, de equipes de som tradicionais como Chic Show, Mistura Fina, Musicália, Os Carlos e várias outras.
Virou 2000 e o samba-rock voltou a ser admirado nos circuitos “descolados”, universitários, entrou em trilha de programa da MTV, começou a voltar às festas “chiques” e para a mídia em geral. Por quê? Temos muitas e nenhuma explicação. É um balaio que envolve muita coisa: Os Djs europeus descobrindo Ed Lincoln como base para fazer Techno, o Rap utilizando clássicos black e samba-rock em suas bases e o revival dos anos 70 na moda e no design.
SALSA: Segundo o dicionário da Real Academia Espanhola, a salsa é uma composição ou mistura de diversas substâncias comestíveis diluídas, que se faz para adicionar ou condimentar as comidas.
Mas na realidade, aqui não iremos falar deste tipo de salsa, mas sim de uma cujos ingredientes são “condimentos musicais”. Desde sua base, o “Son Cubano”, até as contribuições de seu tempero: o “Merengue dominicano”, a “Cumbia colombiana”, o “Jazz norte-americano”, o “Samba brasileiro” e outros ritmos musicais do Caribe.
Não podemos falar da salsa sem mencionar o gênero que constitui sua raiz: o “Son cubano”. Este ritmo nasceu nos campos do oriente cubano na segunda metade do século XVIII, tendo como antecedentes a influência hispânica, francesa e logicamente africana. Devido a essa união perfeita, ao chegar nas cidades no início do século XIX se converteu rapidamente no favorito de todos.
Em 1909 fez sua entrada em Havana, nas mãos dos soldados do exército permanente do governo da época. Mas não é até 1920 que aparece o Sexteto Habanero, um grupo que marcou o estilo que se distingue do Son cubano.
Nesta década surgiram outros grupos musicais como o Septeto Nacional de Ignácio Piñeiro, criado em 1927, grupo que se mantém até os dias de hoje. Músicas como Échale Salsita, El Guanajo Relleno e Suavecito, ainda são interpretadas e conhecidas internacionalmente. Também devemos citar o antológico Trio Matamoros, fundado em 1925, que nos deixou El son de La Loma, El que Siembra su Maiz, La Mujer de Antonio e Lágrimas Negras entre outras.
O formato que predominou nos grupos dessa época era: Contrabaixo, Três (guitarra que tem 3 pares de cordas), Guitarra, Cravo, Maracas, Voz e uma Trompete (opcional).
Nos anos 40 aparece um senhor chamado Arsenio Rodríguez que modificou os formatos do septeto e inclui na sua orquestra (além dos instrumentos já mencionados) o piano, a tumbadora e 3 ou 4 trompetes, parecendo-se o formato do conjunto musical muito similar aos grupos atuais. Em 1950, Arsenio vai viver em Nova York e forma outro grupo, sendo um dos precursores do movimento salsa nos Estados Unidos. Entre as músicas mais famosas de Arsenio estão Fuego en el 23, El Guayo de Catalina e Bruca Maniguá.
O son continuou seu auge e divulgação nas mãos de Matamoros, Arsenio, Sonora Matancera, Roberto Faz, septetos (Habanero, Nacional), as Charangas, que são bandas de música populares e de festividades (Arcaño, Jorrín, La Aragón) e as bandas de Jazz (Casino de la Playa). O son passou a outros países como Venezuela, Colômbia, Porto Rico, República Dominicana, México e Estados Unidos.
Os anos 50 se destacam pela aparição do máximo intérprete do gênero de todos os tempos: o grande Benny Moré com sua Banda Gigante. Benny continua sendo hoje uma referência para todos os soneros (salseros).
Com o triunfo da revolução cubana de 1959 e o início do bloqueio econômico norte-americano, a história desta música continua por caminhos diferentes: o que sucedeu fora de Cuba (principalmente em Nova York) e sua evolução dentro da ilha.
Fora de Cuba
Surge uma carência de produtos musicais deste tipo. Os empresários norte-americanos do mundo discográfico se vêem obrigados a recorrer a músicos e compositores cubanos residentes fora da ilha e a outros músicos latinos cultivadores do ritmo.
Começam a aparecer Tito Puente, Xavier Cougat, Los Palmieri, Johnny Pacheco, Tito Rodríguez, Célia Cruz, Ismael Rivera, Sonora Matancera, entre outros.
Em uma turnê musical das estrelas do Selo Fania, o nome “salsa” começa a ser difundido para designar o ritmo até então chamado de “són”, marca essa deixada por Arsênio Rodrigues e difícil de mudar, apesar dos aportes desses grandes músicos. Aqui aparece o nome salsa, mas somente em 1974 Willy Colón e Rubén Blades gravam o disco que marcou a verdadeira identidade da salsa como gênero. Apesar do tratamento harmônico renovador que deram para a salsa (além do uso do formato de 3 ou 4 trombones ao invés de trompetes), cabe destacar que a base rítmica continuou sendo parecida com a do son.
A partir daqui é outra história. Pacheco (diretor de La Fania) explicou que eles pegaram a música cubana e colocaram acordes mais progressivos, dando ênfase ao ritmo e destacando certos detalhes, mas sem alterar sua essência. Como as palavras “salsa”, “sabor” e “azúcar” sempre estavam ligadas a esta música, decidiram chamá-la dessa maneira. Este nome serviu para apresentar na Europa uma música que era conhecida como Tropical.
Como confessou Pacheco, a intenção nunca foi roubar a música dos cubanos, a escondendo debaixo de outro nome, porque ele sempre reconheceu que a raiz da “salsa” é cubana e que sua escola está em Cuba.
A salsa continuou seu desenvolvimento vertiginoso. Na década de 80 aparece a salsa erótica ou balada salsa, que se destaca pelas letras românticas e sensuais. Nos anos 90 aparece a chamada salsa-rap.
Podemos mencionar alguns salseros mais reconhecidos, além dos clássicos já citados: Oscar de León, Giberto Santarosa, Lalo Rodríguez, Eddy Santiago, Luis Enrique, Marc Antony, La India, Tito Nieves e DLG entre outros.
Cabe destacar que, quando nos referimos à salsa, estamos falando da música que é resultado direto do son. O merengue e a Cumbia são também vendidos como salsa, produto da lógica comercial norte-americana que batiza um único nome fácil de ser lembrado a distintos ritmos de outros países. Isto foi aplicado nos anos 50 ao bolero, mambo, cha-cha-chá, son e à conga, com o nome de rumba.
Dentro de Cuba
Aparecem os ritmos Mozambique pelo Peyo el Afrokán e el Pilón por Enrique Bonne. No início dos anos 60 foram as primeiras novidades de formas sonoras pós-revolução que se caracterizaram pela ênfase na base rítmica. Logo aparece o maestro Juan Formell, com uma nova forma sonora chamada Songo, que com sua orquestra Los Van Van revoluciona o formato, agregando bateria, guitarra e baixo elétrico.
O fato de que dentro de Cuba não havia a necessidade de competir comercialmente para vender música, além do mérito da escola cubana de músicos, permitiu que se pudesse experimentar com novas formas e estilos de tocar o son (ou a salsa).
Esta forma é produto da forte presença do ritmo africano junto com orquestras cheias de tons, onde se utilizam os metais com um certo ar “jazzeado”, destacando a virtuosidade dos instrumentistas dos grupos (a diferença da música que se faz fora, onde existem certos esquemas regidos pelo comércio, nos quais se trabalha totalmente em função da voz solista com um colchão musical homogêneo).
Vale mencionar que em Cuba, até aproximadamente 10 anos atrás, a música era vendida com seu verdadeiro nome: Son. Mas a necessidade de exportar a música cubana para fazê-la conhecida internacionalmente trouxe como conseqüência o uso do nome “salsa” em Cuba para esta música. Recentemente Juan Formell, juntamente com outros músicos cubanos, a batizaram como Timba Cubana.
Como representantes desta forma estão logicamente Los Van Van, NG la Banda, La Charanga Habanera, Paulo FG, El Médico de la salsa, Isaac Delgado, Adalberto Alvarez, Manolito Simonet, Angel Bonne, entre outros.
Atualmente estamos observando uma espécie de reencontro da salsa com sua progenitora: Cuba. A partir do maior intercâmbio cultural entre Cuba e Estados Unidos se pode notar uma grande influência da Timba Cubana na salsa nova-iorquina. Podemos conferir na música de Victor Manuelle, Tito Nieves e de outros salseros (assim como em numerosas orquestras cubanas se notam influências de salseros estrangeiros).
Recentemente o prêmio Grammy foi oferecido ao disco Afrocuban All Star, realizado por vários músicos soneros tradicionais cubanos, representando um reconhecimento à legítima origem do Son ou da salsa ou da timba.
Podemos dizer que a salsa, a partir de Cuba (o país que serviu de raiz) e o Caribe como zona geradora de seus condimentos, nos brinda com a universalidade; já que o Caribe é uma da regiões onde se encontram, através da história, os europeus, asiáticos, norte-americanos e logicamente Africanos, que dão a essa música sensualidade, beleza estética e muito sabor.
Por isso a salsa chega aos quatro cantos do mundo para ficar.
Só resta agora a nós, brasileiros, acrescentar um pouco dos nossos ingredientes.
A Dança
Pouco ou quase nada se tem escrito sobre as origens e a evolução da dança hoje conhecida como salsa, uma vez que a maioria dos pesquisadores são musicistas ou etnólogos. Isso traz como conseqüência o fato de as descrições feitas dos diferentes estilos de dança serem algo imprecisas.
Assim como a música, a dança salsa tem fortes origens no Son cubano. Dizem que se dançava no final do século passado nos campos do oriente de Cuba, em pares soltos, com movimentos um tanto exagerados. Este estilo era denominado Son Montuno, pois provinha dos campos.
A chegada dos franceses ao oriente de Cuba, no final do século XVIII, significou um avanço importante ao Son: a dança com os pares entrelaçados. O homem tomava a mulher com a mão direita no centro das costas e com sua mão esquerda, a direita dela. A mão esquerda da mulher ia sobre o ombro do parceiro.
Existia uma grande separação na zona pélvica e a aproximação se dava no torso, ambos dançando com as pernas semiflexionadas. Esta distância entre os pares se devia ao fato de que as jovens iam acompanhadas por suas famílias e era mal visto por todos o fato de os pares dançarem muito próximos. Ao dançar sempre se flexionavam os joelhos e com eles movia-se todo o corpo, sem deslizar (porque o chão era de terra). Por isso os pés se levantavam de forma exagerada.
Conforme foi chegando às cidades do oriente, a maneira de se dançar o Son foi mudando. Os movimentos se tornavam mais suaves e a postura foi se assemelhando à do Danzon (embora menos rígida). O homem toma a mesma postura do Son Montuno, porém trocando a postura extremamente inclinada por uma mais moderada; além do mais, nas cidades podia-se arrastar os pés.
Aqui o homem coloca a perna direita entre as da mulher, e o passo básico consiste em avançar e retroceder. Existe uma característica fundamental: o movimento da caixa torácica se inclinava para as laterais. No momento de pisar o pé direito o tórax se inclinava para a direita e ao pisar o esquerdo, se inclinava para a esquerda.
Em Havana, o Son (dança) começa a adquirir outras características e influências e uma vez que a música ganha complexidade, a dança também evolui paralelamente. Aparecem as primeiras figuras com giros. Estas eram simples como o “El Tornillo”, em que o homem gira sobre seus pés guiado pela mulher. Quanto aos tempos musicais, em Havana (e no ocidente em geral) se dançava com a melodia, porém havia também quem dançava com o ritmo.
Nos anos 50 em Havana, nos grandes lugares de reuniões sociais e festas, tais como o Casino Deportivo e o Casino de La Playa, se dançava o son e outros ritmos cubanos. Mas também ritmos norte-americanos como o Foxtrot, o Rock and Roll, o Jazz, etc. A influência que esses ritmos exerceram na forma de se dançar o son trouxe como conseqüência um novo estilo: o Casino, assim chamado por causa dos lugares onde nasceu.
O Casino
Quando neófitos são convidados para dançar Casino seguramente se pergunta: Dançar com uma roleta? Ou na roda da fortuna? Os iniciados, por outro lado, pensam logo na Rueda de Casino, de que falaremos em uma seção à parte. Mas o Casino é um antecedente imediato da dança que hoje chamamos de salsa, filho da união do son com o Rock and Roll.
Acontece que nos anos 40 e 50, ritmos como o Mambo, o Cha-cha-chá e o Son eram preferência dos dançarinos cubanos. Como vimos na primeira parte, o Son que se dançava nos casinos já trazia uma deformação: o tempo forte da dança não correspondia à base rítmica (como era habitual nos dançarinos da região oriental de Cuba). Segundo alguns dançarinos daquela época, isso ocorreu porque era difícil aos brancos que freqüentavam esses lugares (onde mestiços e negros não podiam entrar) manter o ritmo, o que acabou fazendo com que o tempo forte fosse acomodado para ser dançado com a melodia.
Nessa época chegaram à Cuba grande quantidade de fuzileiros navais, turistas e executivos norte-americanos. A influência de seus gêneros musicais e estilos de dança se fez sentir em Havana (principalmente nos lugares de diversão da alta sociedade), resultando numa grande divulgação do jazz, foxtrot, rock and roll, entre outros. Isto trouxe a incorporação ao son das chamadas “voltas”, tomadas do Rock and Roll, pois até então o son se dançava “en un ladrilito”. E a esta maneira de dançar o son foi mais tarde batizada como Casino, em referência aos lugares onde surgiu.
O Casino se caracteriza por ser uma dança notadamente em pares. Deve existir uma harmonia total entre os braços, corpos e pernas para dar as “voltas”, pela maneira peculiar com que se marca o passo. Outro aspecto fundamental é que o homem conduz a dança e a mulher se deixa levar.
Este estilo de dança tem duas etapas: uma quando se dança com o par “entrelaçado” assim como o son, e que geralmente deve corresponder com o corpo do número musical (seção do tema onde se relata a história que se vai contar). Nesta parte, o par executa evoluções similares às do son, aproveitando a proximidade entre o par para dar um toque de sensualidade e elegância à dança.
Assim que começam os coros reiterativos característicos desta música, o par “se abre”, ou seja, começa a se preparar para começar a dar as “voltas”. Uma das diferenças fundamentais do Casino em relação a outros estilos de dançar esta música é a maneira de “abrir”, denominado “Dile que No”, conforme veremos a seguir.
Uma vez “abertos” marca-se o passo de forma que nos recorda a maneira de marcar o Rock and Roll: com a mão esquerda o homem toma a mão direita da mulher. A cada 8 tempos de música (dois compassos) a mão direita do homem também toma a esquerda da mulher. É como se se abrisse e fechasse um livro.
No Casino convencionou-se que a mulher sempre começa a girar no sentido horário. Este primeiro giro leva dois compassos de música (8 tempos), assim como a cada finalização de um giro, volta-se a marcar (“abrir”). Se esta regra não for seguida, não é Casino. Os giros intermediários normalmente tomam um só compasso de música, ou seja, 4 tempos.
No Casino, assim como no son, existe uma estrutura consolidada que o diferencia dos outros estilos de dançar a salsa: não requer que os pares se conheçam previamente. É possível ser bailado com qualquer pessoa que saiba dançá-lo.
Esta dança é enriquecida com as improvisações que os dançarinos são capazes de fazer, tais como estética, contratempo, voltas não convencionais e introdução de elementos de outros ritmos (como o son, a cumbia, o danzón e o cha-cha-chá, etc). Também pode-se agregar elementos próprios do dançarino sem trair o estilo do Casino. Há os que o fazem com mais elegância, outros mais rápidos, outros mais artísticos, outros mais sensuais e os que dançam com 2, 3 até 4 mulheres.
Atualmente, o Casino é um dos estilos mais seguidos pelos salseros de todo o mundo. Isto se deve ao auge do turismo em Cuba, às aulas de ritmos folclóricos, assistidos por representantes de vários países da Europa, Ásia e América Latina (que buscam as raízes dessa música), e ao aumento da comunidade cubana no exterior, que leva consigo sua cultura.
Graças à estrutura definida do Casino, apareceram as chamadas Ruedas de Casino, espécie de coreografia em forma de círculo realizada por vários pares de dançarinos, guiadas por um líder que “canta” os movimentos…
Lembrem-se:
1. Na Rueda e no Casino de maneira geral a mulher não tem de realizar nenhum movimento especial. Somente tem que se deixar conduzir pelo homem.
2. Nenhum giro da rueda deve implicar que a mulher tenha de se acomodar para facilitá-lo.
3. Quando o cavalheiro se solta, a dama deve ficar marcando o passo básico.
4. O líder deve cantar os giros e passos a tempo e de maneira fluida.
5. A Rueda de Casino é para se divertir
BOLERO: – Origem da palavra bolero
Pequenas bolas, chamadas de “boleras”, que ornamentavam os vestidos de dançarinas espanholas que imitavam bailados ciganos.
- Principais intérpretes
Lucho Gatica, Los Panchos, Bienvenido Granda, Trio Irakitan e, mais recentemente, Luiz Miguel e Glória Estefan.
Como foi surgindo o Bolero
A origem do bolero é, como de outros ritmos, controversa. Em algumas fontes encontra-se que é oriundo da Espanha; em outras, diz-se que surgiu na Inglaterra, passou pela França, fortaleceu-se na Espanha, viajou para o México e finalmente chegou a Cuba por volta de 1880. Sabe-se que o bolero influenciou o mambo, o cha cha cha e a salsa.
No Rio de Janeiro o bolero sofreu influências do tango, incorporando giros, caminhadas e fazendo com que os pares deslizassem pelo salão. Quando o cavalheiro começou a sair da frente da dama e a fazer trocadilhos, cruzados, essas e outras variações, o bolero estiliza-se e transforma-se numa dança muito mais atraente e criativa.
Na época em que o samba de gafieira começava a invadir as pistas de dança paulistas, o bolero estilizado e o soltinho vieram de carona. As pessoas que já dançavam bolero em São Paulo chamavam esta nova forma de dançar de bolero carioca. Até hoje o ritmo continua se modificando, ganhando cada vez mais adeptos interessados em dançar ao som suave das músicas.
FORRÓ: Quem diria que um dia veríamos os jovens das grandes cidades brasileiras, acostumados a idolatrar artistas estrangeiros enlouquecidos por causa de um ritmo que até pouco tempo atrás sofria grande preconceito. Pois, é isso o que está acontecendo com o forró, essa mistura “ altamente inflamável” de ritmos africanos e europeus que aportaram no Brasil no início do século. O nome “forró” já é controverso, pois, há quem diga que vem de “ for all” (em inglês “ para todos”) e que indicava o livre acesso aos bailes promovidos pelos ingleses que construíam ferrovias em Pernambuco no início do século; no entanto, há quem defenda a tese de que a palavra forró vem do termo africano “forrobodó”, que significa festa, bagunça. E se a própria palavra possui esta dupla versão para seu significado, imagine os ritmos que compõem o forró ! São tantos e tão diferenciados, que não deixam dúvida sobre de onde vem a extrema musicalidade do forró. Afinal, uma música que tem entre suas influências ritmos tão diversos como o baião, o xote, o xaxado, o coco, o vanerão e as quadrilhas juninas, só poderia mesmo originar uma dança que não deixa ninguém parado.
O baião, por exemplo, era dançado em roda e nasceu no nordeste do Brasil no século XIX.
Já o xote, tem sua origem no final do século XIX e é um ritmo de origem européia que surgiu nos salões aristocráticos da época da regência. E por aí, vai.
Mas, se são muitas e diferenciadas as influências musicais que deram origem ao forró e se há controvérsias quanto ao surgimento da própria palavra, há um ponto no qual todos concordam: se não fosse Luiz Gonzaga, o forró não teria caído no gosto popular e não seria o sucesso que é hoje. O “Velho lua”, como era conhecido, foi quem tirou o forró dos guetos nordestinos e apresentou-o para o público das outras regiões do país. Isso aconteceu em 1941 quando ele se inscreveu e venceu um concurso da Rádio Nacional que procurava novos talentos. Mas, antes de tocar no rádio, o Velho Lua amargou uma fase de pouco dinheiro e prestígio, animando a noite em prostíbulos e bares do Rio de Janeiro.
No entanto, depois de vencer o preconceito do diretor artístico da rádio, que o proibia até de usar as roupas típicas do caboclo nordestino e que seriam depois sua marca registrada, Luiz Gonzaga, foi aos poucos conquistando o país inteiro com seu forró. Por essas e outras, Luiz Gonzaga ficou conhecido nacionalmente como o “ Rei do Baião” consagrando de norte a sul do país e até no exterior, este ritmo que atualmente esquenta as noites de 9 entre 10 capitais do Brasil. Atualmente, o forró está novamente no auge do sucesso e vem conquistando adeptos entre os jovens e adolescentes de todo país. Esta procura por um ritmo que até pouco tempo, era visto com preconceito, está novamente mudando “a cara” do forró.
 

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